Habitação: Infraestrutura, Espaço Público e Gestão

A Escola da Cidade realizou, entre 31 de Março e 04 de Abril de 2014, o IX Seminário Internacional de Projeto Urbano, que discutiu o tema Habitação: Infraestrutura, espaço público e gestão.

Apresentação

O Brasil tem hoje uma população urbana de mais de 85%, tendo passado por um crescimento acelerado nas últimas décadas. Em 1940 30% dos brasileiros morava em cidade, já na década de 70 mais da metade (55,9%) da população brasileira era urbana. A cidade de São Paulo, a maior entre os 39 municípios da região metropolitana, tem uma população de mais de 11. 800.000 habitantes que ocupam uma área de 1.521 km2 (IBGE Cidades). De acordo com dados da Secretaria de Habitação, São Paulo possui 1.565 favelas, 1.152 loteamentos irregulares e 1.885 cortiços. Segundo o Plano Municipal de Habitação, o déficit por novas moradias é de 227 mil habitações, sendo 133 mil em função da substituição de moradias em áreas precárias e 94 mil por incremento da população e coabitação indesejada (dados de 2009). A grande maioria das favelas e loteamentos clandestinos, como se sabe, ocupa áreas periféricas do município, com carência de oferta de trabalho e precária infraestrutura urbana.

Segundo o Plano Municipal de Habitação, na região do centro (sub da Sé e Móoca), região onde se insere a área de do Estúdio Vertical desse semestre, existem 11.086 domicílios em cortiços e 10.724 famílias em favelas. O centro de São Paulo é uma área beneficiada por equipamentos públicos, infraestrutura, a mais densa rede de transporte público da cidade, somado a espaços públicos de qualidade e concentração de oferta de emprego. No entanto, uma área que deixou progressivamente de ser o foco de investimentos imobiliários, tendo passado nas últimas décadas por um movimento de migração de estabelecimentos de serviços de alto padrão e alguns setores do comércio, além de ter deixado de ser um lugar especificamente desejado para moradia das classes alta e média-alta. Pensar a moradia nessas áreas, especialmente no adensamento habitacional para baixa renda é uma questão não apenas na pauta das gestões públicas, mas dos movimentos de moradia e da sociedade de forma geral. A grande concentração de ZEIS (zona especial de interesse social) na região, lotes desocupados ou subutilizados, bem como uma grande quantidade de edifícios vazios na região central são questões importantes nessa abordagem.

O 9o. Seminário Internacional da Escola da Cidade se desenvolverá a partir de um conjunto de palestras e debates sobre o tema. Pretende discutir de forma aprofundada a construção da habitação como uma questão Inter setorial, pensada na articulação da construção e transformação da cidade, relacionando-a com os projetos de infraestrutura, espaços e equipamentos públicos, incluindo discussões sobre a gestão urbana e a participação dos moradores nos projetos, de maior ou menos escala, procurando contribuir para a formação uma nova cultura nos processo de planejamento e projetos urbanos.

Assista todas as palestras no baú

Segunda-feira, 31 de Março:

Abertura com Paulo Mendes da RochaRaul Juste Lores: Produção Habitacional em Nova YorkFrédéric Druot: Demolição ou readequação?Debate #1 / Raul Juste Lores, Beatrice Mariolle, Frédéric Druot e Fernanda BarbaraTales Ab’saber: O Bandido da Luz Vermelha

Terça-feira, 01 de Abril:

Sergio Fernandez: SAAL em PortugalLuis Mauro Freire e Maira Rios: RenovaSP

Quarta-feira, 02 de Abril:

Beatrice MariolleElisabete França: Habitação SocialDebate #3 Anália Amorim, Elisabete França,Frédéric Druot e Beatrice Mariolle

Quinta-feira, 03 de Abril:

Pedro Sousa: TMA ArquiteturaAnacláudia Rossbach: Minha Casa Minha VidaDebate #4: Fernanda Barbara, Pedro Sousa, Sergio Fernandez e Anaclaúdia Rossbach

Sexta-feira, 04 de Abril:

José Maria de Lapuerta: Habitação em Centros HistóricosNabil Bonduki: Plano Diretor de São PauloDebate #5: Nabil Bonduki, Luis Mauro Freire, Raul Juste Lores e José Maria De Lapuerta

 

Seminário Internacional